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·3 min leitura·Cepaos

E-label da UE: guia prático para adegas portuguesas

O regulamento europeu exige informação nutricional e ingredientes em todos os vinhos. O e-label via QR é a solução mais prática para as adegas portuguesas cumprirem.

Desde dezembro de 2023, o Regulamento (UE) 2021/2117 obriga a que todos os vinhos produzidos ou engarrafados incluam informação nutricional e a lista de ingredientes. Para as adegas portuguesas, o e-label, uma página web acessível através de um código QR no rótulo, é a forma mais prática de cumprir sem redesenhar todos os rótulos físicos.


O que exige o regulamento

Informação nutricional

O valor energético (kJ/kcal por 100 ml) tem de constar do rótulo físico. O detalhe completo, gorduras, hidratos de carbono, proteínas, sal, pode ser fornecido através do e-label digital.

Lista de ingredientes

Todos os ingredientes e aditivos utilizados na vinificação: uva, sulfitos, agentes de clarificação (bentonite, gelatina, albumina de ovo, caseína), reguladores de acidez, açúcares de enriquecimento.

Alergénios

Os alergénios têm de ser destacados na lista: derivados de leite (caseína), derivados de ovo (lisozima, albumina) e sulfitos quando ultrapassam os 10 mg/L.


Porque é que o QR é a solução

Os rótulos de vinho têm espaço limitado, em particular os contra-rótulos de 75 cl onde já figuram a DOC ou IG, o grau alcoólico, o lote, o engarrafador e as menções legais obrigatórias. Acrescentar um quadro nutricional completo e a lista de ingredientes em várias línguas é fisicamente inviável em muitos casos.

O regulamento permite substituir esta informação por um código QR que ligue a uma página web, com as seguintes condições:

  • Sem recolha de dados: a página não pode usar cookies nem rastrear o consumidor
  • Multilingue: a informação tem de estar disponível pelo menos na língua do mercado de destino
  • Sem publicidade: a página de e-label não pode conter mensagens comerciais
  • Acessível: a ligação tem de funcionar de forma permanente enquanto o vinho estiver no mercado

Erros frequentes em adegas portuguesas

Usar um único e-label para toda a gama

Se a adega utiliza diferentes aditivos em diferentes vinhos (gelatina no tinto, bentonite no branco), cada vinho precisa da sua própria lista de ingredientes. Um e-label genérico não cumpre.

Não atualizar o e-label após alterações na vinificação

Se mudar de agente clarificante entre colheitas, o e-label tem de refletir a composição real de cada lote.

Esquecer os mercados de exportação

Se exporta para a Alemanha, a página tem de oferecer a informação em alemão. Para França, em francês. Para o Reino Unido, em inglês. Não basta tê-la apenas em português.


Como o Cepaos gera os seus e-labels

O Cepaos utiliza os dados de vinificação que já tem registados, ingredientes, aditivos, análises, para gerar automaticamente a página de e-label com o código QR correspondente.

  • E-label único por lote ou referência
  • Geração automática a partir dos dados da adega
  • Página multilingue (PT, ES, EN, FR, DE, IT)
  • Código QR pronto a imprimir no contra-rótulo
  • Sem cookies nem rastreamento, em conformidade com o regulamento
  • Alojamento permanente incluído

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