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Exportar vinho chileno: que documentação exigem os importadores em 2026

Os importadores europeus, asiáticos e americanos exigem rastreabilidade, certificados de análise e cumprimento de DO antes de assinar. Isto é o que tem de ter pronto.

O Chile exporta vinho para mais de 150 países. É o quarto exportador mundial por volume e um dos mais competitivos na relação preço-qualidade. Mas a competitividade no preço já não chega, os importadores de mercados premium exigem documentação que muitas quintas de média dimensão não têm pronta.

Se já conseguiu o contacto com um importador, na ProWein, na Vinexpo, ou numa prova em Santiago, o que vem a seguir é o processo de due diligence. E é aí que muitas quintas perdem a oportunidade.


As 7 perguntas que lhe vão fazer

1. Consegue demonstrar a proveniência da uva?

O importador quer saber de que vale vem a uva, quem a produziu e se a percentagem de DO declarada no rótulo é verificável. Se não tiver rastreabilidade de origem documentada, a resposta é "não".

2. Tem certificado de análise do lote?

pH, acidez total, acidez volátil, SO2 livre e total, álcool, açúcar residual. Estes são os parâmetros mínimos. Alguns importadores (especialmente os escandinavos e os monopólios estatais nórdicos) solicitam painéis adicionais de pesticidas.

3. Cumpre com os LMR do mercado de destino?

Os Limites Máximos de Resíduos de pesticidas variam consoante o mercado. A UE tem os mais restritivos. Se exportar para a Suécia ou para a Noruega, as cadeias de retalho como a Systembolaget aplicam normas ainda mais exigentes do que as da UE.

4. Tem certificação de sustentabilidade?

O Código Nacional de Sustentabilidade da Wines of Chile tornou-se um requisito quase obrigatório para os mercados premium. Mais de 75% do vinho engarrafado chileno exportado já possui esta certificação.

5. Consegue gerar um relatório de rastreabilidade em 24 horas?

Esta é a pergunta que distingue as quintas com um sistema digital das que não têm. Um importador que está a avaliar um lote de 10 000 garrafas quer ver a rastreabilidade completa, desde a vinha até à garrafa, antes de fechar a encomenda.

6. Qual é a sua capacidade de produção consistente?

Os importadores necessitam de volume previsível. Se não conseguir garantir que o mesmo vinho estará disponível com a mesma qualidade e quantidade na vindima seguinte, o contrato torna-se mais difícil.

7. Tem seguro de carga e documentação de exportação em ordem?

Certificado de origem, fatura comercial, packing list, certificado fitossanitário do SAG para exportação. Tudo deve estar pronto antes do embarque.


Como se preparar antes de a oportunidade chegar

A pior situação é ter um importador interessado e não conseguir responder a estas perguntas a tempo. O Cepaos permite-lhe ter toda a documentação de rastreabilidade, análises e custos pronta em qualquer momento, não apenas quando dela necessita.

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