O vinho brasileiro vem ganhando espaco nos mercados internacionais — especialmente espumantes da Serra Gaucha e vinhos do Vale do Sao Francisco. Mas exportar exige um conjunto de documentos e certificacoes que, se nao estiverem em ordem, podem atrasar ou inviabilizar embarques. Este guia cobre o processo completo.
Documentos obrigatorios
Certificado de Origem
Emitido pela Superintendencia Federal de Agricultura (SFA/MAPA), atesta que o vinho foi produzido no Brasil em conformidade com a legislacao vinicola. E exigido pela maioria dos mercados importadores.
Laudo de Analise
Laboratorio credenciado pelo MAPA deve analisar o lote e emitir laudo atestando conformidade com os Padroes de Identidade e Qualidade (PIQ). Os parametros incluem: grau alcoolico, acidez total, acidez volatil, extrato seco, anidrado sulfuroso, acucares residuais.
Certificado Fitossanitario
Quando exigido pelo pais de destino (comum para a Uniao Europeia e varios mercados asiaticos). Emitido pelo MAPA apos inspecao.
Nota Fiscal de Exportacao
Documento fiscal eletronico (NF-e) com os dados da operacao: exportador, importador, produto, quantidade, valor, Incoterm, meio de transporte.
Conhecimento de Embarque
Bill of Lading (maritimo) ou Air Waybill (aereo). Emitido pelo transportador, comprova o embarque da mercadoria.
Fatura Comercial (Commercial Invoice)
Documento internacional que detalha a transacao: descricao do produto, valor unitario e total, condicoes de pagamento, dados do importador.
Packing List
Detalhamento da carga: numero de caixas, peso bruto e liquido, dimensoes, numero de garrafas por caixa.
Requisitos por mercado de destino
Uniao Europeia
A UE exige VI-1 (documento de acompanhamento para vinhos importados), analise por laboratorio europeu ou equivalente, e conformidade com o regulamento de etiquetagem (incluindo e-label desde 2023). Limites de SO2 sao mais restritivos que a norma brasileira para algumas categorias.
Estados Unidos
O TTB (Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau) exige COLA (Certificate of Label Approval) para cada rotulo. O importador americano deve ter as licencas federais e estaduais correspondentes. O label deve incluir health warning e outros requisitos especificos.
China
Registro do rotulo junto a administracao aduaneira chinesa (GACC). Certificado de origem, laudo de analise e certificado sanitario. Rotulagem em chines (contrarotulo).
Japao
Certificado de analise com parametros especificos do mercado japones. Rotulagem conforme a lei japonesa de higiene alimentar.
Processo passo a passo
1. Registro no SISDEVIN : pre-requisito. Sem registro ativo, nao ha certificacao de exportacao.
2. Elaboracao conforme PIQ : o vinho deve atender aos padroes brasileiros e aos padroes do mercado de destino (o mais restritivo prevalece).
3. Analise laboratorial : enviar amostras ao laboratorio credenciado com antecedencia suficiente (7 a 15 dias uteis dependendo do laboratorio).
4. Solicitacao do Certificado de Origem : junto a SFA do estado, com o laudo de analise e a documentacao do lote.
5. Preparacao da documentacao de embarque : NF-e de exportacao, fatura comercial, packing list.
6. Despacho aduaneiro : registro da Declaracao Unica de Exportacao (DU-E) no Portal Unico de Comercio Exterior.
7. Embarque : acompanhamento ate a entrega no porto/aeroporto de destino.
Como o Cepaos organiza sua exportacao
O Cepaos centraliza toda a documentacao de exportacao em um unico sistema, vinculada a rastreabilidade do lote desde a uva ate a garrafa.
- Rastreabilidade completa do lote para certificacao de origem
- Registro de laudos de analise com alertas de vencimento
- Geracao de documentos de exportacao pre-preenchidos
- Verificacao de conformidade por mercado de destino
- Historico de exportacoes para planejamento comercial