A vindima no Brasil se concentra entre janeiro e março, variando conforme a região e a variedade. Para vinícolas que compram uva de terceiros, a recepção é o ponto crítico onde nasce a rastreabilidade. Um erro aqui se propaga por todo o processo de vinificação.
Requisitos do MAPA
O MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) exige rastreabilidade completa. Na recepção, cada lote de uva deve ser registrado com:
- Produtor: nome, CPF/CNPJ, cadastro vitícola.
- Vinhedo de origem: município, propriedade.
- Variedade: verificação documental e visual.
- Peso: pesagem em balança aferida.
- Grau glucométrico: refratômetro.
- Estado sanitário: avaliação visual.
- Data e hora de recepção.
Indicações Geográficas
Para vinícolas que produzem vinhos com IG (Indicação Geográfica) ou DO (Denominação de Origem):
- Vale dos Vinhedos (DO): variedades autorizadas, rendimento máximo, área delimitada.
- Pinto Bandeira (IP): requisitos específicos do regulamento de uso.
- Altos Montes (IP): idem.
- Monte Belo (IP): idem.
A uva deve ser rastreável até o vinhedo de origem dentro da área delimitada.
Liquidação aos produtores
O preço da uva varia conforme variedade e qualidade:
- Uvas viníferas: R$2,50 - R$8,00/kg.
- Uvas americanas/híbridas: R$1,00 - R$3,00/kg.
A liquidação se calcula com base nos dados de recepção. Sem registro digital, as divergências são frequentes.
Cepaos na vindima brasileira
Cepaos gerencia a recepção de uva:
- Registro rápido por produtor, vinhedo e variedade.
- Cálculo automático de liquidações.
- Associação direta com tanque de destino.
- Rastreabilidade completa da balança à garrafa.