O mercado de vinho orgânico no Brasil está em crescimento acelerado. O consumidor brasileiro está cada vez mais consciente e disposto a pagar mais por produtos certificados. Mas produzir e comercializar vinho orgânico exige cumprimento de um marco regulatório específico administrado pelo MAPA.
Marco regulatório
A produção orgânica no Brasil é regulada pela Lei 10.831/2003 e pelo Decreto 6.323/2007. O MAPA é o órgão fiscalizador.
Período de conversão
Mínimo 3 anos sem produtos proibidos.
Certificadoras
- IBD
- Ecocert Brasil
- Instituto Chão Vivo
- OIA Brasil
Selo orgânico
O selo SisOrg do MAPA é obrigatório na embalagem.
Requisitos no vinhedo
Permitidos
- Enxofre e cobre (limite de 6 kg Cu/ha/ano).
- Bacillus thuringiensis.
- Compostagem orgânica certificada.
Proibidos
- Herbicidas sintéticos.
- Fungicidas sistêmicos.
- Fertilizantes nitrogenados de síntese.
- OGMs.
Requisitos na vinícola
- SO₂ total: limites inferiores ao convencional.
- Leveduras: selecionadas não-OGM.
- Clarificantes: bentonita, caseína, albumina.
- Separação de linhas orgânicas e convencionais.
Oportunidades de mercado
- Mercado interno: premium de 20-40%.
- Exportação: crescente demanda na Europa e Ásia.
- Certificação orgânica é diferencial competitivo.
Cepaos para vinícolas orgânicas
Cepaos gerencia a rastreabilidade orgânica:
- Registro de insumos por parcela com classificação orgânico/não permitido.
- Separação de lotes orgânicos e convencionais.
- Histórico de aplicações para auditorias.
- Alertas de insumos não autorizados em lotes orgânicos.